Como evitar o Limite da Internet – #InternetJusta

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As operadoras de internet fixa banda larga querem impor limites de franquias para os usuários, exatamente como fazem para a internet móvel (dos celulares). Resolvi gravar minha opinião, explicações e algumas sugestões de como você poderá evitar que isso aconteça com a sua internet.

Antes de continuar: só para ler este artigo e assistir os dois vídeos que recomendo abaixo, você consumiu aproximadamente 800 Mb de transferência de dados (considerando que os vídeos rodaram em 720p), algo como 0,8 Gb.
Eu consumi 650 Mb da minha internet só para publicar este conteúdo em meu Blog, sem considerar o que consumi para pesquisar, mas incluindo o upload do vídeo no Youtube.

Este é um problema que afeta a todos nós e pode causar grandes problemas para a liberdade de acesso à informação online aqui no Brasil. Todos já estão sabendo que as operadores de internet fixa estão prestes a adotar um modelo internacional de limitação da franquia da banda de transferência de dados – do quanto você pode enviar e receber de informações pela conexão.

Entendendo o problema da Franquia de Internet

Abaixo tem o meu vídeo sobre este assunto, onde aponto algumas ideias para você se proteger desse absurdo. Em seguida vou responder algumas questões que recebi de um visitante do Blog e outros pontos relevantes para o tema. Por fim vou adicionar outro vídeo do Gustavo Guanabara que aprofunda ainda mais o assunto e toca em outros pontos importantes. Agora é hora de nos informarmos para saber como garantir nossos direitos de consumidores.

Sou totalmente contra este franquia que limita a quantidade de dados que podemos transmitir ou receber. Pense em tudo que fazemos via internet, desde ler um simples e-mail, conectar em redes sociais ou conversar pelo WhatsApp – o que inclui tudo o que você faz em seu celular e tablet via wi-fi da sua casa – até coisas mais elaboradas como participar de vídeo conferências pelo Skype, assistir vídeos e filmes por demanda (on demand, streaming) como o Netflix. Praticamente tudo o que fazemos hoje depende de uma conexão com a internet e isso consome dados.

Já temos uma internet limitada pela velocidade contratada. Agora querem imitar também o quanto podemos acessar. Seria como limitar o que você pode ou não acessar com o plano de internet que você paga – e paga caro por um serviço que é ruim.

A melhor analogia seria comparar a internet às ruas de uma cidade: a largura das ruas e as regras de trânsito são equivalentes ao plano de velocidade que você tem contratado. Existe uma limitação, mas você pode ir onde quiser.
Mas agora querem limitar também até onde você pode ir. Seria como se o prefeito resolvesse que os cidadãos só podem andar 20 Km por dia pelas ruas. E se quiser andar mais, tem que pagar uma taxa para isso. A distância que você percorre na cidade é equivalente à quantidade de dados que você pode trafegar com a proposta de franquia das operadoras.

Para ficar ainda mais claro, recomendo que assista este outro vídeo.

Perguntas e respostas

Recebi um e-mail do Ubirajara Neves com perguntas pertinentes e aproveito para responder, pois pode ser útil para mais pessoas.

1. Qual sua perspectiva com a mudança do método de cobrança de Internet por pacote de dados?

Acredito que seja algo inevitável, por ser um formato que já é usado em outros países. As empresas brasileiras podem até adiar essa decisão, mas vai acontecer. Mas elas só serão capazes de implementar isso se seguirem os mesmos padrões de qualidade e quantidade de transferência que são praticados no exterior.
Mas tenho esperanças de que o Brasil seja pioneiro em ter uma internet realmente livre e sem limitações, e que isso seja copiado por outros países.

2. Quem garante que a ferramenta de medição será/fará cálculos honesto?

A ANATEL publicou uma resolução exigindo que as empresas que querem aplicar as franquias, só façam isso depois de terem ferramentas de controle aceitáveis. Existem órgãos reguladores e serviços de defesa do consumidor que podem fiscalizar isso. Sem contar que já existem aplicativos que fazem a medição de transferência de dados (como o BitMeter OS). Isso possibilitará que façamos um controle externo do serviço prestado. Algo bem semelhante ao que temos para os celulares.

3. O que vai acontecer com as propagandas no Youtube? O impulso para dar pausa será maior?

O problema é bem maior que só as propagandas em vídeos no Youtube, mas em qualquer rede social. As pessoas vão passar a usar extensões e aplicativos nos navegadores para bloquear propagandas de todos os tipos (mesmo que só imagens). Dificilmente as pessoas vão querer clicar em anúncios, mesmo que para fazer uma simples pesquisa. O mercado online vai perder muito dinheiro.

Nestes tempos de crise econômica, o comércio eletrônico foi o que evitou que a crise fosse ainda maior, já que as vendas pela internet no Brasil continuaram crescendo. As empresas estão aprendendo mais sobre marketing digital, o consumidor está gastando mais e melhor – temos mais poder de barganha – e tudo isso vai diminuir se as franquias forem aplicadas como divulgado até agora.

Cabos de conexão com Internet

4. O que vai acontecer com blogs que tem muita imagem? Vão ser evitados?

Qualquer tipo de conteúdo na internet será evitado. Até os produtores de conteúdo vão começar a limitar o que produzem. Cursos online e serviços de Educação à Distância vão perder o interessa das pessoas, pois tudo isso consome muito dado. Veja o exemplo que coloquei logo no início desse artigo, medindo quanto você consumiria de banda de dados só para ler este artigo e quanto eu gastaria só para publicar algo.

Mesmo que este meu artigo fosse apenas texto, eu precisei de 11 Mb para carregar o WordPress, escrever e publicar. Isso só considerando o ato de escrever e publicar. Em 30 dias eu gastaria mais de 300 Mb da minha franquia só para publicar textos, sem contar o quanto eu gasto para pesquisar sobre um determinado assunto.

Imagine agora um usuário comum de internet que precise pesquisar sobre qualquer assunto: você não entra apenas no Google e acessa o primeiro resultado. Abrimos dezenas de janelas/abas no navegador; assistimos vídeos e interagimos em fóruns para aprender sobre algo, mesmo que seja algo banal. O simples hábito de aprender online será prejudicado. Mais ainda o hábito de ensinar online.

5. E aqueles aplicativos no celular e Tablet que a maioria das pessoas nem sabe que está sincronizando fotos e vídeos?

Isso também acontece no seu computador. O Windows 10, por exemplo, atualiza em segundo plano constantemente, transferindo dezenas de megabytes e até Gigabytes por dia, dependendo do que precisa ser corrigido. Seu anti-vírus e programas de backup ou o simples OneDrive da Microsoft sincronizando dados na nuvem a todo instante. Programas de jogos, ferramentas do sistema e outros aplicativos. Tudo consome dados constantemente em segundo plano e isso é praticamente impossível de controlar.

Muita gente nem vai perceber o que foi que consumiu tantos dados da franquia em tão pouco tempo.

6. Você sente a comunidade blogueira se mobilizando?

Especificamente os blogueiros, não. Mas a internet em geral, os produtores de conteúdo, sim.

Essa não é uma luta apenas dos blogueiros, mas de todos nós que usamos a internet, mesmo que apenas por diversão. Foram lançadas muitas campanhas, onde a mais famosa delas é a #InternetJusta que tem vários Youtubers (produtores de conteúdo para o Youtube) envolvidos. O debate está sendo feito.

Como disse antes, os blogueiros são muito afetados, pois a simples produção de um conteúdo consome muito dado. Mais ainda somos afetados porque as pessoas poderão não querer acessar nossos blogs. Mas, devemos nos mobilizar mais.

Somos todos prejudicados

Limitar a quantidade de dados que se pode trafegar na internet é algo devastador para as liberdades individuais. Já somos limitados pela velocidade, o que, de certa forma, também limita a quantidade de dados que podemos enviar e receber (como bem explicou o Guanabara no vídeo acima). Adicionar outra limitação vai segregar pessoas, aumentar os custos do acesso, tornando a internet proibitiva para a maioria da população – claro, a classe média baixa e as classes D e E, que começaram a ter acesso agora, mesmo com preços já proibitivos e serviços de péssima qualidade.

Uma internet Justa tem que ser acessível para todos de forma igual e sem restrições, semelhante à TV aberta nos últimos 50 anos, onde a única limitação é ter o aparelho que receba o sinal. Enquanto empresas como o Facebook e a Google estão pensando em projetos para tornar o acesso universal e gratuito à internet, as provedoras estão indo na contramão.

Mesmo para as classes A e B que têm mais dinheiro e mais acesso às tecnologias, serão afetados, pois os custos vão subir para todos. Quanto mais você consome de internet, quanto mais você depende da internet para seu lazer, rotina ou trabalho, mais você vai pagar por isso. E as empresas vão querer explorar para ganhar mais dinheiro de quem pode pagar.

Precisamos estar atentos, entender como as coisas funcionam, nos informar mais e lutar por uma internet de qualidade e livre.

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7 Comentários

  1. Marcos vc não abordou o papel da Anatel que como as demais agências reguladoras, estão sempre do lado das empresas , nunca no lado do consumidor e que numa maneira simplista divulgou a sua posição onde simplesmente diz que as operadoras podem limitar, DESDE que forneçam ao usuário ferramentas para que o mesmo saiba o quanto está usando.Isso é um absurdo, digamos que as operadoras forneçam essa ferramenta, dai então estarão dentre das regras da Anatel e aquele que ultrapassar o seu limite será “punido” com corte e ou cobranças extras.Não vi ainda na internet o posicionamento dos Órgãos de defesa do Consumidor a respeito do assunto.Parabéns pela matéria.

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  2. Olá Marcos, Excelente Abordagem, li todo artigo e me ajudou bastante e tirou todas as minhas dúvidas, Marcos Parabéns Pelo Artigo…

    Parabéns !

    Responder

  3. Siceramente eu não consigo entender limitar a internet fixa… nem a móvel aliás!!! Estamos em plena era da internet das coisas!! Até os melhores microondas e geladeiras do mercado já tem acesso a internet, e eles querem limitar??

    O nome disso é retrocesso…

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